Volta de Trump nos EUA faz Europa encarar seus limites – 18/01/2025 – Mundo

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“De indumento, talvez não seja mais provável falar sobre o ‘Poente’ uma vez que um único ator geopolítico,” diz Timothy Garton Ash em estudo publicada pelo Juízo Europeu de Relações Exteriores.

Nela, o historiador e professor de Oxford descreve uma Europa afastada dos Estados Unidos, incapaz de se manter unida diante da novidade governo Donald Trump. Outrossim, teria sido seduzida pelo papel de avaliador moral do planeta em um contexto em que esse papel não cabe mais.

O texto, assinado junto com dois colegas, se debruça sobre os resultados de uma pesquisa global que mostra boa secção deste “novo mundo” relativamente entusiasmado com a segunda temporada de Trump na Vivenda Branca. Europeus, britânicos incluídos, são a notável exceção.

Somente 1 em cada 5 europeus vê os EUA uma vez que aliados, mostra o levantamento. Eram 31% em 2023, contra 22% agora. Quase metade dos americanos, porém, percebe a Europa uma vez que parceira. A fatia quase não variou nos últimos dois anos, indo de 44% para 45%.

A disparidade entre as percepções encontra explicação fácil na figura controversa de Trump, mas a questão tem muitas camadas. O presidente americano e seus oligarcas, uma vez que descreveu Joe Biden, exploram nervos expostos da União Europeia (UE).

O ponto da sensibilidade econômica surgiu já na campanha eleitoral americana. A Europa, uma vez que diversos outros parceiros e adversários comerciais, seriam tarifados por Trump. A fanfarronada, no caso europeu, explora a obediência do continente dos EUA, crescente desde o chegada da Guerra da Ucrânia.

O parceiro norte-americano não é somente o fiador da Otan, a coligação militar ocidental que se vê compelida a sustar a Rússia, mas também seu maior fornecedor de gás, valioso depois que os gasodutos russos se transformaram em armas de dissuasão.

Os EUA respondem também por um quinto das exportações de carros, um setor fragilizado pela competição chinesa. Trump quer fábricas alemãs nos EUA e não carros vindos da Alemanha, afirmou em um exposição. As montadoras, nesta semana, em epístola para a Percentagem Europeia, pediram uma “grande barganha” com o presidente eleito, que toma posse na segunda-feira (20).

Guerra tarifária a Europa já tem. No ano pretérito, o conjunto elevou para 45% os impostos sobre carros elétricos chineses. A Alemanha, em crise econômica e ávida por manter seu mercado de modelos convencionais na China, foi voto vencido.

O setor flerta com a desindustrialização. A maior montadora da Europa, a Volkswagen, negocia fechamento de fábricas e demissões, alguma coisa nunca visto em 88 anos de história.

Uma disputa tarifária com os EUA, segundo economistas, faria a Alemanha perder 1 ponto percentual no PIB, que já ronda o campo negativo há dois anos. Pode tanger paradoxal, mas 64% dos 500 principais líderes empresariais do país estão otimistas diante de um novo governo Trump. Eram 54% em 2016.

O momento boche de desesperança explica os números: o republicano vai prejudicar a economia, mas provavelmente não muito.

Mais recentes, as ameaças advindas da chamada novidade economia não são menos complexas. Elon Musk, cabo eleitoral de Trump e maior doador de sua campanha, empreende uma ofensiva populista no continente. Insulta políticos uma vez que os primeiros-ministros Keir Starmer e Olaf Scholz, advoga a libertação de um supremacista branco no Reino Unido e adula a candidata de extrema direita na Alemanha.

Sua atuação política, tratada uma vez que interferência em vários países, é investigada pela Percentagem Europeia. O problema não é o proselitismo do dedo de Musk, mas a eventual manipulação de impulsionamento desse teor no X. A legislação europeia sobre o objecto, a mais avançada do mundo, já é usada para investigá-lo desde 2023. Para o bilionário, o Do dedo Services Act é increpação.

Se Musk prefere sublinhar seu concepção questionável de liberdade de sentença, Mark Zuckerberg foi direto ao ponto na semana passada. Depois acabar com a moderação de suas plataformas, o CEO da Meta pediu ajuda a Trump para combater o tórax lítico europeu. Só sua empresa já pagou “mais de US$ 30 bilhões” (R$ 180 bilhões) em multas em duas décadas.

A pregação ganha adeptos dentro da própria Europa. Para os blocos de direita e ultradireita, que cresceram de forma inédita nas últimas eleições do Parlamento Europeu, a legislação do dedo é sintoma de um envolvente regulatório excessivo, problema crônico no conjunto. Um pouco parecido é especulado na questão ambiental, do qual retrocesso é bandeira generalidade entre os populistas do continente.

São algumas das divisões que Garton Ash observa em sua estudo. Há muitas outras. A Starlink de Musk estaria negociando um novo sistema de satélites com a Itália de Giorgia Meloni. Concorreria com um padrão europeu, ainda em desenvolvimento, além de deixar informações sensíveis à disposição da empresa.

A primeira-ministra italiana, ao mesmo tempo, se credencia uma vez que interlocutora de Trump e de Musk. Internamente, a questão virou uma disputa ideológica, com a ultradireita de Meloni afirmando que os críticos sabotam o progresso econômico e tecnológico da Itália.

O setor de segurança, por sinal, é um dos pontos mais vulneráveis do continente. Trump serpente mais investimento deles em resguardo, 5% do PIB, enquanto a maioria dos países mal alcança o nível de 2%, a exigência atual. Há pouca unidade sobre o objecto, assim uma vez que o escora incondicional à Ucrânia deixou de ser unanimidade há tempos.

Para uma Europa em crise econômica, com fronteiras ameaçadas, ondas nacionalistas e anti-establishment, só faltava Trump para piorar um cenário já complicado, descreve em relatório a consultoria Eurasia. “Trump representa uma das mais sérias provações da unidade europeia até hoje e testará o ditado de que a UE sempre se une em uma crise.”

Garton Ash alerta para o que não deve ser feito. “Para exercitar a influência que está ao seu alcance, os europeus precisam reconhecer o chegada de um mundo em transição. Em vez de tentar liderar uma oposição liberal global a Trump, eles devem entender seus próprios pontos fortes e mourejar com esse novo mundo da forma uma vez que o encontram.”

Falta combinar com os próprios europeus.



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