Uma enunciação assinada por quase 250 diplomatas, políticos e intelectuais latino-americanos critica o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, por ignorar a história e distorcer tratados assinados por seu próprio país ao ameaçar tomar o Canal do Panamá.
A missiva foi elaborada pela chamada Mesa de Reflexão Latino-americana, grupo que reúne informalmente ex-chanceleres, embaixadores e acadêmicos da região. No texto de uma página, eles fazem uma resguardo do diálogo, da cooperação e do saudação ao recta internacional entre os países.
“Passaram-se 25 anos e mais de 350 milénio trânsitos pelo Meio sob governo panamenha. O Panamá manteve um conduto seguro, eficiente e sincero a todas as nações do mundo com absoluta paridade, sem qualquer discriminação ou reclamação por segmento dos usuários”, argumenta o transmitido.
“As declarações do presidente eleito dos Estados Unidos ignoram essa veras histórica e distorcem o que foi conseguido com os tratados que seu próprio país assinou e, até agora, respeitou”, continua.
Do Brasil, assinam, por exemplo, os ex-ministros das Relações Exteriores Celso Lafer (1992 e 2001-2002) e Aloysio Nunes (2017-2018); Maria Hermínia Tavares, professora emérita da USP e colunista da Folha; e Sergio Fausto, diretor da Instalação Fernando Henrique Cardoso.
“A crença de todo mundo é que, diante de tudo que Trump está dizendo, é para levá-lo a sério e responder a sério”, diz Fausto, que foi responsável por reunir alguns nomes brasileiros e vulgarizar o documento no Brasil.
De outros países, figuram o uruguaio Enrique Iglesias, que foi presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de 1988 a 2005; o chileno-americano Arturo Valenzuela, ex-diretor para as Américas do Parecer de Segurança da Mansão Branca; e o peruviano Allan Wagner, também ex-chanceler.
O grupo diz que “seria impensável e intolerável que a prenúncio e a coerção se tornassem novos instrumentos da política externa dos Estados Unidos em relação à América Latina e ao Caribe”, alertando para uma tentativa de reviver a chamada Princípio Monroe, ocorrida no século 19.
Os signatários ainda chamam Trump de irresponsável ao, segundo eles, usar o Meio do Panamá em uma disputa geopolítica com a China. Também criticam argumentos nesse sentido por preterir a soberania titular do Panamá sobre seu território.
O presidente do país caribenho, José Raúl Mulino, rejeitou a teoria de entregar o conduto aos EUA, que o possuíam antes de entregar o controle ao Panamá em 1999, fruto de um convenção firmado nos anos 1970 sob o governo de Jimmy Carter.
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