A cidade de São Paulo desistiu da candidatura para receber os Jogos Pan-Americanos de 2031, deixando Rio de Janeiro e Niterói como a única proposta brasileira para receber o evento esportivo.
Em expedido, a prefeitura de São Paulo e o governo do estado informaram a decisão de retirar a candidatura da capital paulista e estribar a do Rio de Janeiro e de Niterói.
“A decisão, tomada em geral tratado com o governo do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, tem porquê base a relevante infraestrutura disponível das duas cidades”, disse o expedido. “O objetivo agora é trabalhar conjuntamente para que os Jogos Pan-Americanos venham para o Brasil.”
Nesta quinta-feira (16), Rio de Janeiro e Niterói entregaram ao COB (Comitê Olímpico do Brasil) o dossiê da postulação de candidatura das cidades para os Jogos. Era a data-limite para que as interessadas apresentassem o material.
Uma reunião do COB prevista para o dia 29 de janeiro deve confirmar a candidatura conjunta porquê a representante brasileira na disputa para receber as competições de 2031.
No dia 31 de janeiro, o COB enviará uma epístola à PanAm Sports, entidade máxima do esporte pan-americano, informando a escolha do representante brasílico. Assunção, no Paraguai, também manifestou interesse em receber o evento.
“Esses grandes eventos são oportunidades de transformação da vida das cidades porque acabam atraindo mudanças demandadas por essas cidades”, disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na entrega do dossiê ao COB.
“Nossas cidades têm estrutura para receber grandes eventos internacionais. Essa teoria de fazer o Pan Rio-Niterói está linkada com a de fazer candidaturas sustentáveis, de compartilhar custos, e é uma inovação na proposta do Brasil em candidaturas, caso o COB a acolha”, afirmou Rodrigo Neves, prefeito de Niterói.
“O governo estadual e o municipal de São Paulo reconheceram que a experiência da última dezena da cidade carioca em grandes eventos esportivos, tanto do ponto de vista de operação quanto de infraestrutura, são mais adequados aos Jogos”, afirmou Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM.