Desfrutar quadra cheia foi caminho da vitória, diz Fonseca – 14/01/2025 – Esporte

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João Fonseca nunca havia jogado uma partida da chave principal de um torneio da série Grand Slam, a mais importante do tênis. Nunca havia enfrentado um desportista top 10 do ranking mundial. E nunca havia atuado em uma quadra tão grande quanto a Margaret Court, com capacidade para 7.500 pessoas.

Zero disso o intimidou.

“Eu simplesmente aproveitei o momento neste lugar incrível”, afirmou o brasiliano de 18 anos, ao término de sua vitória em sets diretos sobre o russo Andrei Rublev, número nove do mundo, pela primeira rodada do Australian Open. “Quero agradecer ao público, muitos brasileiros torcendo. Eu simplesmente aproveitei cada momento.”

Cercado de expectativa pelo enorme talento e pelos resultados recentes, com dois títulos em campeonatos menores, o carioca soube mourejar com os holofotes. Com elogios de gente uma vez que Roger Federer e Boris Becker, teve personalidade nos momentos de dificuldade e mais calma do que o explosivo Rublev, nove anos mais velho.

“Eu estava somente focado no meu jogo, tentando não colocar pressão em mim mesmo, jogando em um estádio enorme. Tentei aproveitar o público e jogar meu jogo. Procurei pôr intensidade nos pontos importantes. Nos pontos importantes, eu jogo de maneira melhor, vou para os pontos”, declarou.

Ainda na Margaret Court, Fonseca respondeu a uma pergunta da entrevista solene da transmissão, um questionamento sobre quanto custava seu talento. “Uma vez que diz o Roger”, retrucou, com a naturalidade de quem tem no craque Federer quase um colega, “talento não resolve”. “Tem que ter trabalho duro. Eu ponho trabalho duro”, acrescentou.

O jovem, portanto, pediu para expressar “one last thing” e abandonou o inglês usado na conversa até aquele momento para gritar: “Cá é Brasil! Vamo!”.



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