O presidente Joe Biden fez nesta quarta-feira (15) seu último exposição à país avante da Moradia Branca e alertou para o que chamou de “oligarquia não eleita” chegando ao poder nos Estados Unidos.
O democrata fez referência à urgência de proteger a democracia em diversos momentos ao longo dos murado de 20 minutos de fala. Biden não mencionou o nome de Donald Trump, mas deixou implícita a preocupação com o trajo de o republicano estar rodeado de bilionários.
O presidente ainda fez referência ao “multíplice tecnológico-industrial” e disse estar preocupado com o progressão da desinformação no país —o uso do termo é uma referência ao célebre exposição do presidente Dwight Eisenhower, no poder de 1953 a 1961, no qual alertou para os perigos do multíplice militar-industrial.
“As redes sociais desistiram de verificar os fatos”, afirmou, dias depois de a Meta ter anunciado o fechamento do programa de verificação de fatos da gigante que detém o Facebook e o Instagram.
Biden iniciou a fala, transmitida ao vivo pelos canais de televisão, ressaltando o combinação de cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Hamas e Israel, anunciado nesta quarta e que deve entrar em vigor no próximo domingo (19).
O presidente relembrou que o combinação fechado nesta quarta foi proposto em rascunho apresentado por sua gestão em maio deste ano —ao longo do dia, Biden tentou reivindicar para si o crédito da desfecho das negociações enquanto Trump fazia o mesmo.
Depois, Biden perpassou uma série de assuntos que foram temas na sua gestão, entre eles a aprovação de uma legislação que procura brecar a violência cometida por armas. “Demorará para sentir o impacto do que fizemos, mas as sementes foram plantadas e crescerão por décadas”, disse.
Ao concluir o exposição, Biden enfatizou sua visão do que constitui os Estados Unidos: “uma chance justa é o que faz da América a América. Todos têm recta a essa chance”.