Casal visitou e registrou os 75 parques nacionais do país – 15/01/2025 – É Logo Ali

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Uma jornada de três anos e quatro meses desde junho de 2021, 90 milénio quilômetros percorridos de carruagem, 10 milénio quilômetros em navio e 3.500 quilômetros a pé. Essa é a conta básica da Expedição 74 Parques Nacionais, que foi completado pelo par paulista Dennis Hyde, economista do mercado financeiro, e Letícia Alves, psicóloga. Um projeto bem-sucedido que começou a tomar forma em 2018, quando eles, em procura de umas férias curtas diferentes, foram saber o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, e, consultando o Google Maps, descobriram que havia ali perto uma grande tamanho verdejante chamada Parque Vernáculo da Serra das Confusões, oito vezes maior que o da Capivara e sobre a qual não conseguiam nenhuma informação solene.

Da constatação de que, apesar de se sentirem privilegiados pela exclusividade de serem os primeiros visitantes em muito tempo daquela dimensão, era uma tristeza que ela fosse desconhecida da maioria das pessoas, nasceu a teoria de organizarem uma viagem que contemplasse os logo 74 parques nacionais do país —que no final da jornada acabaram sendo 75, com a geração do mais novo, da Serra do Teixeira, na Paraíba.

“Foram três anos para chegarmos ao formato que consideramos ideal”, contou Letícia ao blog ainda nos primeiros quilômetros de sua jornada. A primeira providência foi comprar o trailer mais confortável que houvesse no mercado, no lugar de um motorhome, que não conseguiria entrar em muitas das estradas planejadas. “Os acessos sempre são muito ruins, mesmo no Sul, onde a cultura desse tipo de viagem é mais presente”, explica Dennis. Com o trailer, eles deixavam a “lar” em qualquer ponto da região, seguindo com a caminhonete S10 4×4 até onde ela conseguisse chegar e, depois, percorrendo os trechos mais rústicos a pé ou de navio, solução mais frequente nos parques da região setentrião.

A conta lá em cima, vale realçar, não inclui os trechos feitos em avião, para a Serra da Mocidade, em Roraima, Fernando de Noronha e Abrolhos e o próprio Teixeira, que ficava em uma dimensão que já haviam percorrido anteriormente.

Dessa viagem toda, só não vale perguntar a eles de qual parque gostaram mais. “É impossível responder a essa pergunta, os parques são muito diversos e difíceis de confrontar”, desconversa Letícia, explicando que os parques resultaram, ao final do traçado, em um pouco semelhante a uma família, “eles são interdependentes, só existem porque os outros existem”.

Dennis conta que uma das observações mais importantes da viagem foi a de que parques que são objeto de licença à iniciativa privada, que são os mais estabelecidos turisticamente, são os mais fáceis de visitar. “A gente vê que, com a licença, se consegue ter um sumptuosidade melhor para o ecoturismo, um atendimento, uma portaria, coisas que o ICMBio, infelizmente, não tem gente suficiente para dar”, explica ele. E sugere que o país adote em muitos casos um padrão frequente nos Estados Unidos, de licença de serviços específicos, porquê restaurantes ou passeios, mas que não exigem que uma empresa de grande porte arque com tudo, porquê demanda o padrão atualmente em vigor no Brasil.

Porquê se pode imaginar, a jornada dos dois não foi feita só de bons momentos. Além de muitas unidades serem infelizmente desconhecidas até dos moradores de seu entorno, e carecerem de qualquer informação (muito menos oferecem infraestrutura para visitação), em um dos parques amazônicos, o Rio Novo, as equipes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) alertaram que se tratava de uma área conflagrada pelo combate ao mina e à extração de madeira ilegais, muito porquê de influência de facções criminosas. “A gente foi até a borda do parque morrendo de pavor, era uma estrada muito boa, só que proibido, usada pelo narcotráfico, e não nos atrevemos a tirar fotos nem acionar o drone”, lembra Dennis. “É uma dimensão de mata superabundante, mas de rios contaminados e sem presença do Estado, conservação ali é o menor dos problemas que a região vive”, acrescenta.

Histórias para descrever não faltam e o par tentou condensar o sumo de “causos” e imagens na websérie “Viagem Entre Parques”, de oito episódios, que será lançada no próximo dia 21. Também está em temporada de organização junto ao instituto Semear uma exposição com fotos e vídeos dos seis biomas percorridos, além da dimensão marinha e costeira. A mostra ainda procura um espaço, e também está em temporada de implementação a geração de um instituto que viabilize a intenção de fazer do vasto pilha de conhecimento ambiental adquirido in loco um meio de vida. “A gente quer ter uma atividade remunerada relacionada à conservação, juntar a lazeira com a vontade de manducar, não só para nos sustentarmos, mas para podermos visitar os parques de novo, o tempo todo”, conta o outrora “farialimer” Dennis, que não se imagina voltando à velha rotina.

“Nunca digo nunca, né, mas que seria difícil, ah, seria…”, suspira ele. E dá para entender o motivo.


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