Ações houthis custam US$ 1 bi só em munição naval aos EUA – 16/01/2025 – Mundo

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A Marinha dos Estados Unidos já gastou quase US$ 1 bilhão só em munição de seus navios contra mísseis e drones lançados pelos rebeldes houthis do Iêmen no teatro de operações do mar Vermelho.

A revelação foi feita pelo almirante Brendan McLane, comandante das forças de superfície dos EUA, durante uma palestra na terça (14). Ele não fez a estimativa em dispêndio financeiro, mas detalhou quantas munições individuais foram empregadas na guerra desde outubro de 2023.

Os houthis, que desde 2014 dominam a capital e a porção leste do Iêmen, entraram no conflito iniciado quando o grupo terrorista Hamas lançou seu mega-ataque contra Israel, no dia 7 daquele mês em suporte aos palestinos, bancados assim porquê eles pelo Irã.

Não está evidente se eles continuarão suas ações se o cessar-fogo ajustado entre Israel e o Hamas na quarta (15) realmente entrar em vigor no domingo (19) —o premiê Binyamin Netanyahu colocou o arranjo em dúvida nesta quinta (16).

Em nota, eles saudaram o harmonia com uma “vitória da resistência” contra o Estado judeu, mas disseram que a “ocupação da Palestina continua a ser uma ameaço à segurança e à segurança da região”. Houve celebrações em Sanaa, a capital do Iêmen ocupada pelos rebeldes.

Eles alvejam principalmente navios mercantes ligados a Israel e seus aliados, porquê os EUA. A disrupção no tráfico marítimo mundial foi enorme, com aumento de dispêndio por ramal de rotas e seguros —hoje, o valor do frete de contêineres está quatro vezes supra do registrado antes do conflito.

Outrossim, têm disparado cada vez mais drones e mísseis contra Israel, inclusive modelos alegadamente hipersônicos porquê o que atingiu a região de Tel Aviv na semana passada. Americanos, britânicos e outros deslocaram forças para o mar Vermelho, visando coibir tal atividade.

McLane, em palestra na Associação da Marinha de Superfície (EUA) relatada pelo site The War Zone, colocou em números a conta americana do jogo. Segundo ele, foram 120 mísseis SM-2, 80 SM-6, 20 lançamentos combinados dos modelos SM-3 e Evolved Sea Sparrow, além de 160 tiros de canhões navais de 127 mm.

A partir desse oferecido, é verosímil fazer uma conta de padeiro, que coloca os gastos entre qualquer coisa de US$ 760 milhões (tapume de R$ 4,5 bilhões) e US$ 1 bilhão (R$ 6 bilhões), a depender de um pouco não detalhado, que foi o padrão e a quantidade de mísseis SM-3 usados.

Essas armas são únicas e caríssimas, empregadas para interceptar mísseis balísticos em plena trajetória hipersônica. McLane não especificou quando elas foram disparadas, mas é patente que tenham também participado da tentativa de barrar os dois ataques dos patronos dos houthis, o Irã, contra Israel no ano pretérito.

Em sua versão mais avançada, o armamento custa até US$ 28 milhões (R$ 168 milhões) a unidade. A conta cá apresentada considera dez disparos desse padrão e outros dez, do Sea Sparrow, que custa US$ 1,8 milhão (R$ 10,8 milhões) cada um.

Mesmo o tiro mais barato, oferecido por canhão, não é exatamente uma barganha. O padrão MK-45 usado nos destróieres americanos usa balas convencionais para alvos de superfície, que custam centenas de dólares, mas para atingir drones precisam empregar munição de subida velocidade. Mais precisas, elas saem por até US$ 100 milénio (R$ 600 milénio) a peça.

Seja porquê for, são valores expressivos nesses 380 disparos ao todo: o Brasil teve, em média desde 2021, pouco mais de R$ 8 bilhões para investir em equipamentos de todas as suas forças a cada ano.

E a estimativa é conservadora, pois não conta o dispêndio de operação dos navios ou a ação de caças embarcados em porta-aviões, por exemplo.

A hora-voo de um F/A-18 Super Hornet, avião de ataque padrão da Marinha enquanto não chegam todos os novos F-35, custa segundo o Escritório de Prestação de Contas Governamentais dos EUA US$ 30,4 milénio (R$ 182,4 milénio). Isso sem relatar as armas que disparou.

No ano pretérito, o secretário da Marinha americana, Carlos del Toro, queixou-se dos custos crescentes no mar Vermelho e pediu mais numerário ao Congresso.

Lembrando que o porvir da guerra dos EUA está no Pacífico, teatro em que um conflito com a emergente China está em dez dos dez cenários militares americanos, ele disse que só em munição já havia gasto quase US$ 1 bilhão —isso em testemunho no mês de abril de 2024, sendo incerto se McLane foi conservador ou o secretário, exagerado.

Além dos custos, há os riscos, oferecido que os navios de guerra americanos são alvos preferenciais. No término de 2024, um cruzador americano abateu por miragem um F/A-18 que se operava a partir do porta-aviões USS Harry Truman, o quarto a ocupar o meio de um grupo de ataque naquelas águas desde o início da guerra.

EUA, Reino Uno e, principalmente, Israel têm feitos ataques constantes a bases houthis, até agora sem demover os rebeldes de seu secundário, mas dispendioso, papel no conflito que parece perto do término.



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