Síria é inundada com Pepsi e Pringles após era Assad – 13/01/2025 – Mercado

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A Síria tem sido inundada com importações depois a destituição de Bashar al-Assad, com o termo das restrições ao dólar e tarifas exorbitantes, levando a um boom de produtos que desapareceram das prateleiras durante a guerra civil (2011-2024).

Nas semanas desde que Assad foi deposto em uma ofensiva liderada pelo grupo militante islâmico HST (Hayat Tahrir al-Sham), produtos importados ocidentais e regionais têm chegado às lojas.

Ao volta da capital Damasco, as lojas agora estão repletas de chuva engarrafada turca, cubos de caldo produzidos na Arábia Saudita, leite em pó libanês e marcas de chocolate ocidentais porquê Twix e Snickers. Em um supermercado no meio da cidade, uma parede inteira foi dedicada à batata Pringles.

“Tudo importado que você vê é novo”, disse um funcionário de um supermercado, acrescentando que as pessoas estavam mais animadas com cubos de queijo e bebidas porquê Pepsi. “Tudo o que costumávamos vender era produzido na Síria.”

Assad, em 2013, criminalizou moedas estrangeiras em um esforço para fortalecer a libra síria durante o brutal conflito de 13 anos, enquanto o regime também aumentou as taxas alfandegárias para substanciar as receitas. Os iPhones, por exemplo, estavam sujeitos a uma taxa de quase US$ 900 no ano pretérito (R$ 5.500 pela cotação atual).

Isso forçou os sírios a depender de produtos produzidos localmente, com contrabando infrene do Líbano de itens que não podiam ser obtidos domesticamente, porquê molho de soja. As sanções internacionais exacerbaram o isolamento, embora víveres e medicamentos fossem isentos.

Itens estrangeiros costumavam ser escondidos detrás dos balcões e vendidos em sigilo para aqueles que sabiam pedir. O terror de invasões, prisões e roubo por segmento do pessoal de segurança era tão grande que os sírios muitas vezes evitavam mencionar a vocábulo “dólar” —usando palavras-código porquê “salsa” em vez disso.

O novo governo liderado pelo HTS desde portanto permitiu transações em dólares e, no sábado (11), anunciou um novo conjunto de taxas alfandegárias unificadas que, segundo ele, reduziram as taxas de 50% a 60%. Acrescentou que taxas mais baixas sobre importações de matérias-primas ajudariam a proteger os produtores locais.

“Nossa principal tarefa neste período é bombear sangue nas artérias da economia, preservar instituições e servir os cidadãos”, disse Maher Khalil al-Hasan, o ministro do transacção interno, à dependência de notícias estatal Sana nascente mês.

Produtos importados que durante anos fluíram da Turquia para a província de Idlib, no noroeste, liderada pelo HTS, começaram a passar para o resto do país, assim porquê aqueles do Líbano, onde carros atravessam a fronteira quase sem controle.

Marcas locais permanecem significativamente mais baratas do que as estrangeiras. Uma garrafa de ketchup sírio Dolly’s, por exemplo, era vendida por 14.000 libras sírias (tapume de US$ 1) em um supermercado, enquanto Heinz era vendida por 78.000.

Mas outros produtos básicos tornaram-se acessíveis novamente. Bananas libanesas, que passaram de um item cotidiano a um luxo durante a guerra social, chegaram da costa superabundante, reduzindo o preço de um quilo em tapume de um quinto, disseram os vendedores.

Mahmoud, um vendedor de frutas e vegetais de 35 anos, disse que todos os seus produtos caíram de preço no último mês, importados ou não. Abacaxis estrangeiros agora custam um quinto do preço anterior, e batatas locais um quarto.

Ele atribuiu isso ao termo da roubo generalizada sob Assad, em que agricultores a caminho dos atacadistas tinham que entregar segmento de sua produção em postos de controle militares, muitos administrados pela infame Quarta Partilha do irmão de Bashar, Maher. Isso os forçava a cobrar preços mais altos para indemnizar as perdas.

“O que um cultivador pode manifestar a eles? Ele precisa lucrar a vida”, disse Mahmoud, acrescentando que costumava ter que entregar sacos de produtos a oficiais e soldados quando o invadiam.

Seu estande no mercado medial de Shaalan estava vazio na manhã de sábado, no entanto, enquanto os sírios apertam os cintos devido aos atrasos nos pagamentos de salários.

“Mas eu me sinto seguro”, disse ele. “Você não anda mais por aí com os olhos atentos, preocupado que eles estejam detrás de você.”

O retorno de outra marca nostálgica, os cubos de queijo processado The Laughing Cow da França, usados para sanduíches por gerações de crianças sírias, gerou piadas irônicas online.

“Há quanto tempo você não vê esse sorriso?” disse um sírio em um vídeo no Instagram da famosa mascote bovina da marca. “O imbecil se foi e a vaca voltou.”



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