Pierre Poilievre, o político predilecto para se tornar o próximo líder do Canadá, pintou seu país porquê quebrado e referto de “violação e caos”. Ele ridicularizou o primeiro-ministro Justin Trudeau, classificando-o de “um maluco”, e definiu seus ministros porquê “loucos, desastrosos, incompetentes e desacreditados”.
No Parlamento, chamou um líder da oposição de esquerda e ex-apoiador de Trudeau de “falso, fraudulento, traidor e vendido”. Enfurecido, o representante progressista se levantou de sua cadeira, caminhou pelo galeria e gritou: “Estou muito cá, rosto”.
“Faça isso”, retrucou Poilievre, enquanto o presidente da Câmara lutava para restaurar a calma e pedia que os legisladores respeitassem as regras.
Poilievre, 45, líder do opositor Partido Conservador, tem desafiado as regras no oração político do Canadá com um estilo combativo e focado em ataques, e uma mensagem populista anti-elite que foi descrita porquê autêntica por seus apoiadores e trumpista por seus críticos. Até agora, tem funcionado.
No último ano, Poilievre e seu partido desfrutaram de uma vantagem de dois dígitos nas pesquisas sobre Trudeau e seu Partido Liberal. Se os números se mantiverem, Poilievre emergirá porquê o próximo primeiro-ministro em uma eleição universal que deve ser realizada até outubro, mas provavelmente ocorrerá nos próximos meses. Isso posteriormente o anúncio de Trudeau, na segunda-feira (6), de que ele renunciaria porquê líder do partido e porquê primeiro-ministro mal seu partido resolver sobre um sucessor. A previsão é que esta eleição interna dos liberais ocorra em 9 de março.
Político de curso há muito espargido porquê um feroz cão de guarda para seu partido, com um siso instintivo dos temas que ressoam entre os eleitores, Poilievre conseguiu combater com sucesso o impopular Trudeau no último ano e fazê-lo parecer desconectado.
O conservador impulsionou a agenda política da país escolhendo a dedo questões — custos de moradia, inflação e imigração — que, segundo muitos canadenses, o governo de Trudeau havia subestimado ou dirigido mal.
Em entrevista coletiva anunciando sua repúdio, Trudeau disse que a “visão para levante país de Poilievre não é a certa para os canadenses”, acrescentando que o líder da oposição não estava oferecendo “uma visão ambiciosa e otimista do porvir”.
A liderança de Poilievre nas pesquisas é incerta, podendo mudar à medida que eleitores o conhecem. A escolha de um novo líder pelo Partido Liberal pode aumentar sua popularidade. Poilievre, líder dos Conservadores desde 2022, precisa apresentar sua agenda para atrair eleitores convencionais.
“Ele seria muito dissemelhante de qualquer outro primeiro-ministro que tivemos”, disse Duane Bratt, investigador político da Universidade Mount Royal em Calgary, Alberta. “Ele tem sido combativo. Isso é ótimo porquê líder da oposição, e até mesmo porquê ministro júnior. Mas ele pode fazer isso porquê primeiro-ministro?”
Uma vez que outros líderes populistas, Poilievre aproveitou as frustrações pós-pandêmicas dos eleitores com os crescentes custos de vida, habitação inacessível e o que para muitos parecia ser um governo Trudeau presunçoso que tomava grandes decisões — porquê aumentar a imigração para níveis históricos ou impor um imposto sobre o carbono — sem muita explicação ou consulta.
Três anos detrás, Poilievre foi um dos poucos políticos a concordar claramente os caminhoneiros que paralisaram o núcleo de Ottawa, a capital canadense, por semanas para reivindicar contra os mandatos de vacina. “Ele canalizou um antielitismo no Canadá”, disse Lori Turnbull, investigador política da Universidade Dalhousie em Halifax, Novidade Escócia. “É populista, é anti-institucional. Isso é uma grande segmento de sua mensagem.”
Poilievre tem defendido uma mensagem tradicionalmente conservadora de liberdade pessoal, governo seco, impostos mais baixos, rigidez com o violação e mais flexibilidade com as regulamentações na indústria do petróleo do Canadá.
Mas ele tem temperado sua mensagem com críticas aos “globalistas elitistas de Davos”, ameaçando dispensar o banqueiro médio do Canadá, abraçando criptomoedas e atacando a mídia, principalmente a emissora pública, CBC, que ele prometeu desfinanciar.
“O problema que tivemos neste país é que ele [Trudeau] se concentrou na grandiosidade da liderança das personalidades egocêntricas no topo e não nas coisas grandiosas e boas sobre as pessoas comuns”, disse Poilievre em entrevista recente.
Em sua vida pessoal, Poilievre não poderia ser mais dissemelhante de Trudeau, que cresceu na residência solene do primeiro-ministro em Ottawa por ser rebento de Pierre Trudeau (1919-2000), que liderou o Canadá por quase 16 anos e ajudou a definir a identidade moderna do país.
Num aparente esforço para enfatizar suas origens modestas, Poilievre frequentemente contou a história de porquê nasceu em Calgary, de uma mãe de 16 anos que o deu para adoção. Seus pais adotivos eram professores que se separaram quando ele tinha 12 anos, e depois disso seu pai se assumiu gay.
Quando foi eleito líder do Partido Conservador por uma grande margem em 2022, ele saudou sua mãe biológica, seus pais adotivos e o parceiro de longa data de seu pai, todos presentes na plateia.
“Somos um grupo complicado e misturado, porquê a maioria das famílias, porquê nosso país”, disse Poilievre, que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os direitos ao aborto.
Poilievre tem dois filhos com sua esposa, Anaida, ex-assessora do Senado que ele conheceu em Ottawa. Ela nasceu na Venezuela, mas cresceu com sua família em Montreal. Seu marido frequentemente mencionou os benefícios da imigração citando porquê exemplo a família da mulher, dizendo que eles foram para o Canadá “quase sem zero” e “porquê tantas famílias imigrantes, construíram nosso país”.
Envolvido na política conservadora em Calgary desde jovem, Poilievre foi eleito ao Parlamento em 2004 aos 25 anos, tornando-se o seu membro mais jovem. Em 2023, transformou sua imagem, trocando ternos por jeans e camisetas e óculos quadrados por lentes de contato.
Poilievre disse na entrevista que se tornou “mais duro” desde que se tornou líder conservador e estava pronto para se tornar primeiro-ministro. “É pessoal para mim”, disse. “Eu não venho de um envolvente privilegiado ou rico. Fui adotado por professores, cresci em um bairro suburbano normal. Nem sempre tínhamos moeda. Mas consegui chegar até cá.”