Em mensagem de vídeo gravada e divulgada horas posteriormente a posse de Nicolás Maduro nesta sexta-feira (10), a líder opositora María Corina Machado reafirmou que foi detida no dia anterior por oficiais do regime que depois teriam recebido ordem de liberá-la e disse que o opositor Edmundo González, hoje exilado, ainda irá ao país.
“É evidente que o que aconteceu ontem demonstra as profundas contradições dentro do regime”, afirmou. “Sua atuação errática é outra mostra de porquê eles estão divididos por dentro.”
González prometia desembarcar na Venezuela no dia da cerimônia que consagrou o ditador por mais seis anos no poder. Mas não o fez. María Corina disse que isso será feito “quando as condições forem adequadas” e mencionou o roupa de o regime ter fechado o espaço desatento.
Ela também detalhou os eventos que teriam envolvido sua detenção no dia anterior. Disse que ao transpor da concentração do protesto opositor na capital, montada em uma moto, foi a certa fundura interceptada por oficiais motorizados e armados que dispararam. Ela afirma que um dos motoristas que a acompanhava foi ferido na perna e também foi recluso.
“Fui brusca e fortemente arranque da moto e me colocaram em uma outra, em meio a dois homens”, disse. “Porque assim são eles: atacam uma mulher pelas costas, repentinamente”, seguiu. “Mas pouco depois pararam e disseram que tinham a ordem de que eu fosse embora, mas exigiram que eu gravasse um vídeo porquê prova de vida.”
O vídeo que circulou amplamente nas redes sociais, impulsionado por membros do regime chavista, mostra María Corina com casaco e gorro pretos e uma garrafa de chuva. Ela diz estar muito, em segurança, e que ao transpor do ato uma bolsa azul com seus documentos caiu no soalho. São falas de pouco sentido que fizeram muitos pensar se tratar de uma montagem com lucidez sintético.
No vídeo que divulgou nesta sexta-feira, ela disse estar muito. “Tenho fortes dores e contusões em algumas partes do corpo unicamente”, seguiu.
A mensagem havia sido anunciada para às 15h (14h locais), porquê uma transmissão ao vivo. Mas só foi divulgada muro de duas horas depois, e gravada, segundo aliados de María Corina porque o sítio onde ela está refugiada tinha problemas de sinal de internet.
Sobre a ditadura e a cerimônia desta sexta-feira, afirmou que “Maduro hoje consolida um golpe de Estado”. “Eles decidiram cruzar a risco vermelha que oficializa a violação constitucional; Maduro viola a Constituição bem pelos ditadores de Cuba e da Nicarágua.”
“Mas nós derrotamos o terror. Vocês são valentes, e a liberdade está próxima. Edmundo virá à Venezuela para ser empossado no momento correto, quando as condições sejam adequadas.”
“Na sua paranoia delirante, o regime não só fechou o espaço desatento porquê acionou todo um sistema de resguardo aérea; avaliamos tudo isso e entendemos que não era útil que Edmundo viesse hoje, pois sua integridade é fundamental.”
Nas redes sociais, um dos principais militares do regime chavista, o general Domingo Hernández Lárez, que na cerimônia de posse estava em sítio de destaque, publicou nesta sexta-feira vídeos de mísseis no que seria o território venezuelano. Ele não deu qualquer pormenor.
Na legenda das publicações, escreveu: “A soberania se defende”; “Viver com honra e morrer com glória”.
Nos bastidores, analistas criticam o oração. Dizem que a oposição já deveria levar em conta o roupa de que o regime aumentaria a segurança nas fronteiras, e que por isso a insistência de Edmundo González de que iria ao país no dia da posse de Maduro não era viável desde o início.
Com isso, não querem expressar que haja uma saída fácil para a dissidência ao regime, mas mostrar que neste momento a principal coalizão opositora, que afirma ter sido a verdadeira vencedora das eleições, não parece ter uma estratégia factível.