O Brics tem um novo membro na família. A soma promete aumentar o escopo das parcerias globais da China e, de quebra, ajudar países porquê Brasil e Índia a lutarem contra a narrativa de que o grupo caminha para uma associação de autocracias contra o Ocidente.
Em seguida muito vaivém, a Indonésia finalmente concluiu o processo de adesão permanente e chega no conjunto de economias em desenvolvimento porquê a maior economia do Sudeste Asiático e uma das democracias que mais cresceram na última dez, a uma taxa média superior a 5% por ano.
Próximo geograficamente das principais rotas marítimas do mundo, o arquipélago é visto com interesse por Pequim há bastante tempo, que não economiza no cortejo. Sob liderança de Xi Jinping e do ex-líder Joko Widodo, os dois países consolidaram uma frutífera parceria estratégica que fez o transacção bilateral chegar à impressionante zero de US$ 130 bilhões anuais.
Empresas chinesas também estão por trás de enormes projetos de infraestrutura em curso por lá. São elas a concordar fundamentalmente a construção da nova capital, Nusantara, além de terem participações decisivas em obras sob a égide da Iniciativa Cinturão e Rota (ICR). Na última dez, o programa financiou um trem-bala, além de minas de extração e processamento de níquel e um parque industrial. São hoje tapume de 70 projetos com quantia da ICR, um montante equivalente a US$ 20,3 bilhões.
Jacarta é para Pequim a escolha mais óbvia para projetar influência na região indo-pacífica. Com um mercado consumidor significativo de 277 milhões de pessoas, o país funciona muito ao propósito chinês de contrabalancear a presença ocidental (em privativo a americana) no Sudeste Asiático.
A ingressão porquê membro permanente do Brics também significa expandir a atuação do Novo Banco de Desenvolvimento para uma economia robusta, o que deve trazer mais representatividade e alcance à instituição fundada porquê opção ao Fundo Monetário Internacional liderado por Europa e EUA.
Para Brasil e Índia, principais democracias do conjunto, a chegada dos indonésios é um bálsamo. Em seguida anos de autoritarismo, o país do Sudeste Asiático conseguiu edificar uma democracia muçulmana relativamente fixo e influente, disposta a colaborar com Pequim sem necessariamente se alinhar a uma façanha anti-Oeste.
Não à toa, o próprio Lula vinha fazendo acenos —em 2022, por exemplo, tentou produzir uma coalizão Brasil-Indonésia-República Democrática do Congo para fazer lobby pela conservação das florestas tropicais nas discussões climáticas da ONU, reunindo-se ano seguinte com Joko Widodo em um encontro bilateral às margens do G7 com o mesmo propósito.
A despeito da proximidade com a China, o relacionamento de Jacarta e Pequim também enfrenta desafios comuns a outros membros do Brics no trato com os chineses. Além das disputas no mar do Sul da China, recentemente o país baniu o Temu (plataforma chinesa semelhante ao AliExpress) por temer efeitos da concorrência com sua indústria lugar. Alguma semelhança com o infame “imposto da blusinha” no Brasil?
Sua chegada, portanto, pode ajudar outras potências médias no Brics a compartilharem experiências de porquê colaborar, mas sobretudo porquê expor não à China sem colocar os laços porquê um todo em risco —habilidade cada vez mais necessária em um mundo que caminha para uma nova Guerra Fria.
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