A Reunião Pátrio da Venezuela, controlada pelo chavismo, reelegeu neste domingo (5) para a chefia do Poder Legislativo o deputado Jorge Rodríguez, varão de crédito do ditador Nicolás Maduro.
A escolha ocorre cinco dias antes da posse de Maduro para um novo procuração de seis anos porquê presidente do país, em meio a denúncias de fraude em sua reeleição, em julho do ano pretérito, e rechaço da maior segmento da comunidade internacional.
Rodríguez foi confirmado porquê presidente da Reunião na sessão que marcou o início do ano legislativo 2025-2026, o último dos cinco de procuração dos atuais legisladores.
Maduro, no poder desde 2013, está convocado pela Reunião na próxima sexta-feira (10) para tomar posse para um terceiro mandato consecutivo, que se encerra em 2031.
“No próximo 10 de janeiro, nós, deputadas e deputados, vamos receber nosso condutor de vitórias”, disse a deputada Tania Díaz ao propor, na sessão deste domingo, a escolha de Rodríguez, aprovada em uma votação com mãos levantadas, por “maioria evidente”, sem urgência de resenha. “Temos uma grande responsabilidade”, afirmou Díaz.
Junto a Rodríguez foram escolhidos Pedro Infante e América Pérez porquê vice-presidentes da Reunião.
Ao tomar posse, Rodríguez prometeu “continuar lutando pela sossego, que nos é tão rosto”, em uma referência às supostas tentativas de conspiração contra Maduro propagadas por seus aliados.
“O 10 é o dia! Já sabem. Nos vemos nas ruas, nas esquinas, nos bairros (…). No dia 10 juramos pela Venezuela”, publicou neste domingo o ditador nas redes sociais, convocando mobilizações para escoltar sua posse.
Maduro foi proclamado reeleito pela poder eleitoral com 52% dos votos, sem que até o momento tenham sido divulgadas as atas de registro das urnas, porquê exige a lei.
A oposição afirma que seu candidato, Edmundo González, hoje no exílio em Madri, foi o vencedor. A federação antichavista publicou em um site cópias do que seriam as atas oficiais, segundo as quais González obteve muro de dois terços dos votos.
María Corina Machado, a líder da oposição que afirma continuar na Venezuela mas cuja localização é desconhecida, convocou manifestações em mensagens nas redes sociais, sem dar detalhes.
Protestos pós-eleitorais deixaram ao menos 28 mortos e mais de 2.400 detidos, embora muro de 1.400 tenham sido libertados. Três morreram na prisão em meio a denúncias de abusos e de falta de atendimento médico.
González prometeu estar na Venezuela no dia da posse. Ele está em um giro pela América Latina, já tendo pretérito por Argentina e Uruguai. Estados Unidos, Panamá e República Dominicana também devem ser visitados pelo opositor, dos quais roteiro não incluiu o Brasil.
Maduro já anunciou que planeja uma reforma da Constituição em seu novo procuração. Neste ano, deve ter novas eleições legislativas, em data a ser definida.