A coalizão governista da Romênia concordou nesta quarta-feira (8) em repetir a eleição presidencial em seguida a Suprema Golpe do país anular o pleito ocorrido em novembro por suposta interferência da Rússia.
O novo processo terá dois turnos, que serão marcados para 4 e 18 de maio. Segundo o Partido Liberal, que compõe a base de pedestal do governo, a coalizão decidiu endossar um único candidato para sofrear o progresso da ultradireita.
Na votação de novembro, o candidato Calin Georgescu, de ultradireita, venceu o primeiro vez com 22% da preferência dos eleitores depois de ter aparecido com menos de 5% nas pesquisas divulgadas dias antes do pleito, o que levantou questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral. Georgescu defende o termo do pedestal da Romênia à Ucrânia na guerra contra a Rússia e maior aproximação com Moscou.
Mas a Suprema Golpe decidiu suspender o pleito com base em um relatório secreto produzido pelos serviços de segurança da Romênia. O documento afirmou que o país foi mira de “ataques híbridos agressivos” por segmento da Rússia que teriam comprometido a integridade da votação.
O atual presidente, Klaus Iohannis, permanece no missão até que um sucessor seja eleito. Segundo a coalizão governista, o calendário para a novidade votação será legalizado nos próximos dias.
Na eleição parlamentar ocorrida em 1º de dezembro, três partidos ultranacionalistas e de ultradireita conquistaram 35% das cadeiras na novidade legislatura. Crises políticas e econômicas, efeitos da pandemia e da Guerra da Ucrânia, minaram o pedestal de eleitores aos partidos centristas mais estabelecidos.
O presidente da Romênia tem uma função semiexecutiva que inclui o comando das Forças Armadas e a presidência do juízo que decide sobre ajuda militar e gastos com resguardo. Também representa o país nas cúpulas da UE e da Otan, a confederação militar ocidental liderada pelos Estados Unidos, e nomeia juízes, promotores e chefes do serviço secreto.
O aumento do pedestal aos partidos de ultradireita preocupa aliados da Romênia na Otan. Desde que a Rússia lançou sua invasão totalidade da Ucrânia em fevereiro de 2022, Bucareste ajudou a exportar milhões de toneladas de grãos ucranianos através de seu porto de Constanta, no Mar Preto, contribuiu para o treinamento de pilotos de caça do país invadido e doou uma bateria de resguardo aérea Patriot para Kiev.