PF investigará soldado israelense por crimes de guerra – 05/01/2025 – Mundo

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A Justiça Federalista em Brasília determinou à Polícia Federalista a rombo de questionário para investigar um soldado israelense por supostos crimes de guerra.

A decisão, de 30 de dezembro, atende a pedido de advogados brasileiros contatados pela Instalação Hind Rajab, que diz monitorar possíveis autores de crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. A entidade pró-Palestina recebeu informações sobre a presença de Yuval Vagdani na praia de Morro de São Paulo, no município baiano de Cairu.

“Depois satisfazer seu serviço militar uma vez que membro do 432º Batalhão das Brigadas Givati e, de maneira sorridente e debochada, documentar a própria participação no cometimento de crimes de guerra, o noticiado [Vagdani] viajou com amigos e encontra-se neste momento em Morro de São Paulo, conforme registro publicado por ele próprio na rede social Instagram em 25 de dezembro de 2024”, afirmaram na petição os advogados Maira Pinho e Caio Patricio de Almeida.

O pedido de apuração chegou à Justiça Federalista no plantão judicial. Foi protocolado inicialmente na seção judiciária da Bahia, que o enviou para a capital do país por considerar o lugar adequado para a tramitação por envolver não residente no Brasil, acatando entendimento do Ministério Público Federalista.

Em Brasília, a juíza Raquel Soares Chiarelli decidiu pelo envio do caso à PF. Procurada pela Folha sobre a rombo de questionário, a polícia ainda não se manifestou.

A Embaixada de Israel no Brasil confirmou que Vagdani “antecipou a volta” para seu país “por conta própria”.

Apesar de ter perfil privado em uma rede social, disseram os autores do pedido, o soldado israelense “vem sendo monitorado por investigadores independentes desde ao menos outubro deste ano [2024], quando efetuou publicações que apontam seu envolvimento na devastação de propriedade privada e infraestrutura pertencente à população social da Tira de Gaza”.

Uma publicação atribuída ao soldado fala em “continuar destruindo e esmagando levante lugar imundo sem pausa, até os seus alicerces”, escrita logo inferior de imagens supostamente captadas por ele em uma das regiões de Gaza ocupadas pelas forças israelenses.

Na peça enviada à Justiça brasileira, Vagdani é denunciado de condutas uma vez que “devastação e apropriação de bens em larga graduação em circunstâncias não justificadas por quaisquer necessidades militares e executadas de forma proibido e arbitrária” e “guiar propositadamente ataques à população social em universal ou a civis que não participem diretamente das hostilidades”.

Os advogados argumentaram que os crimes de guerra atribuídos a Vagdani foram incorporados à legislação brasileira por meio da adesão a tratados internacionais.

“Estamos diante de evidências de prática de crimes de guerra e contra a humanidade. O Brasil é subscritor da Convenção de Genebra, internalizada pelo Decreto n. 42.121/1957, muito uma vez que do Regimento de Roma, assumindo expressamente o responsabilidade de impedir e reprimir atos dessa natureza, tendo sido a norma internacional internalizada pelo Decreto n. 4.388/2002”, afirmaram.

Em nota, a embaixada israelense afirmou que existe uma campanha global direcionada contra o país e os soldados de suas forças, “utilizando denúncias legais uma vez que instrumento para depreender objetivos políticos”. “O peticionário representa uma organização estrangeira e está explorando de forma cínica os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil, apesar de saber plenamente que as alegações carecem de qualquer fundamento lícito.”

A representação diplomática disse ainda que Israel exerce seu recta à autodefesa em seguida os ataques terroristas cometidos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

“Os verdadeiros perpetradores de crimes de guerra são as organizações terroristas, que exploram populações civis uma vez que escudos humanos e utilizam hospitais e instalações internacionais uma vez que infraestrutura para atos de terrorismo direcionados a cidadãos israelenses”, declarou a embaixada.



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