Hitler era comunista, diz candidata da extrema direita na Alemanha a Musk – 09/01/2025 – Mundo

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Em uma conversa no X nesta quinta-feira (9), a candidata da extrema direita na Alemanha explicou a Elon Musk que Adolf Hitler era um comunista e que Angela Merkel arruinou a economia do país. Satisfeito com as explicações, o bilionário disse que os americanos votaram por mudança e que agora era a vez dos alemães. O diálogo prosseguiu até chegar a Marte, com digressões filosóficas sobre a humanidade e a existência de Deus.

Porquê esperado, o palanque planetário oferecido pelo bilionário para a candidata a premiê mais controversa das próximas eleições alemãs consumiu uma hora e 15 minutos com carinhos e frases de efeito. “Eu preciso manifestar, é novo para mim não ser interrompida a cada momento”, disse Weidel, em inglês fluente, mas com sotaque, ao confrontar o bate-papo com suas entrevistas na mídia alemã, “de esquerda”.

Pois Musk a interrompeu algumas vezes, principalmente no primórdio, em ritmo dissemelhante do demonstrado em agosto do ano pretérito, quando inaugurou as transmissões ao vivo no X com um problemas técnicos e um quase solilóquio de Donald Trump. O bilionário agora empreende ofensiva autoritária na Europa.

Weidel, de seu escritório em Berlim, entendeu que falava não somente com um integrante do novo governo americano, mas com o próprio. Mais de uma vez, perguntou a Musk o que ele faria sobre determinado objecto em “seu” governo. Ato falho ou não, o empresário interrompeu a confusão ao responder que cabia ao “comandante-em-chefe” falar sobre Ucrânia, quando perguntado quais eram as “suas intenções”, as dele, Musk, em relação à guerra.

Weidel começou em tom didático, contando que a atual crise alemã começou na era Angela Merkel, condutora da Alemanha de 2005 a 2021. “Ela foi a primeira chanceler verdejante e arruinou o país”, declarou, usando a designação em boche para primeiro-ministro. “Foi a única economia industrial do mundo que desligou a pujança nuclear. Não é preciso ser inteligente para entender que um país industrial não funciona somente com vento e sol.”

A parlamentar da AfD, o partido considerado de extrema de direita pelas autoridades de segurança do país, enquanto pode adiou a discussão ideológica. “Meu partido é libertário.” Musk ajudou, com dados técnicos sobre latitude, incidência do sol e a premência de baterias, sua praia. “Sou fã da pujança solar, mas não faz sentido perjurar da pujança nuclear.”

“Desligaram a última usina quando a Alemanha começou a recusar a pujança vinda da Rússia, logo depois o ataque à Ucrânia. Estúpido, não?”. Sim, parece estúpido sem o contexto de décadas de ativismo ambiental no país. “É uma questão de matemática. Matemática de segundo proporção”, comentou Musk.

Merkel também levou a culpa sobre a crise migratória na Europa, que Musk comparou à situação da fronteira americana com o México. A premiê alemã, em sua decisão histórica de furar as fronteiras em 2015, “permitiu a ingresso de criminosos que agora não podem ser deportados” na descrição de Weidel. A parlamentar não falou da solução xenófoba que segmento de sua legenda prega para o problema, a “reimigração”, deportação em tamanho que a legislação alemã não permite.

Com pitacos de Musk, a candidata foi desdobrando sua plataforma, que procura o voto da classe média desiludida pela classe política, voltada somente para os assuntos da escol, espécie de mantra de populistas pelo mundo. Falou de burocracia, impostos, ensino, “dominada pelo socialismo e questões de gênero”, segurança pública.

“Perguntam por que Trump ganhou nos EUA. Os americanos disseram que era preciso uma mudança. Espero que isso aconteça na Alemanha. Por isso recomendo o voto na AfD”, disse Musk, logo emendando uma frase de prevenção: “Não estamos falando zero demais, cá. É somente tino generalidade”.

A expectativa pela entrevista foi alimentada por aliados de Weidel e por Musk com falsos indícios de que ela poderia ser censurada pela legislação europeia. Em entrevista ao Guardian, Thierry Breton, ex-integrante da Percentagem Europeia responsável pela regulação das big techs no conjunto, rebateu. Citado pelo bilionário porquê alguém que teria feito as tais ameaças de mediação na transmissão, Breton declarou que “Musk mente muito”.

A discussão sobre liberdade de frase fez Weidel transpor da zona de conforto e referir Hitler. “Sabe a primeira coisa que ele fez nos anos 1930? Controlar a mídia.” A parlamentar continuou. “Por ser economista, quero esclarecer alguma coisa sobre o nazismo. Naquela idade, eles se tratavam porquê socialistas. Sim, Hitler era um comunista. Nacionalizou empresas, aumentou impostos… E o que fizeram depois de tudo isso? Chamam-o de um polítco de direita.”

A tese de que o pátrio socialismo boche era comunismo habita o universo populista há anos, assim porquê antissemitismo também foi transformado porquê uma revelação de esquerda. Weidel não fugiu à regra, dizendo que a AfD “é o único partido que pode proteger os judeus na Alemanha”. Nem ela nem o entrevistador comentaram sobre a presença de neonazistas no partido e manifestações antissemitas de alguns de seus colegas.

A discussão logo perdeu as poucas amarras que tinha. Do Tratado de Versalhes ao Hamas, mais de um século de certezas, novos carinhos e frases de efeito. “Olho por olho deixa todo mundo cego”, sentenciou Musk.

Weidel se sentiu à vontade para perguntar sobre Marte, alguma coisa que fez o lado nerd do bilionário aflorar. Disparou a falar sobre a vida, a extinção da vida, seres alienígenas e a suposta premência de que a humanidade teria de habitar um segundo planeta. Em seguida mais de quinze minutos de falação, a discussão acabou na existência ou não de Deus.

A excursão foi tão longa que Weidel afirmou: “Não sei porquê continuar”.

A campanha eleitoral que pode levar a extrema direita a um resultado histórico na Alemanha prossegue até 23 de fevereiro.



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