A Coreia do Norte realizou, nesta segunda-feira (6), seu primeiro teste de mísseis do ano. A ação foi uma provocação aos Estados Unidos, dos quais superintendente da diplomacia, Antony Blinken, visitava Seul no momento do disparo.
De harmonia com o Tropa sul-coreano, o projétil era provavelmente um míssil balístico de alcance intermediário. Ele foi lançado por volta do 12h do horário sítio (0h em Brasília) e atravessou mais de 1.100 km antes de desabar no mar. Foi o primeiro teste de mísseis de Pyongyang desde 5 de novembro do ano pretérito, quando o regime comunista disparou pelo menos sete mísseis balísticos de limitado alcance.
Falando a jornalistas algumas horas depois do lançamento, Blinken afirmou que ele era
“somente um lembrete de uma vez que é importante o nosso trabalho colaborativo”. Ele fazia referência à cooperação militar entre EUA, Coreia do Sul e Japão frente aos avanços da Coreia do Setentrião e da China, aprofundada durante o governo Joe Biden e agora ameaçada com a chegada de Donald Trump ao poder.
A parceria entre Seul e Tóquio foi por muito tempo considerada impensável devido aos traumas da ocupação da península coreana pelos japoneses entre 1910 e 1945. Estima-se que muro de 780 milénio sul-coreanos tenham realizado trabalho forçado no período, e que 200 milénio mulheres e meninas tenham sido obrigadas a se prostituir.
O presidente sul-coreano longínquo, Yoon Suk Yeol, fez da restauração dos laços com o país vizinho uma das prioridades de sua gestão. Mas o colapso de seu governo no início de dezembro pôs em risco a iniciativa, já bastante impopular —a oposição é contrária a ela, e se o presidente for removido permanentemente do incumbência, são grandes as chances de que as eleições convocadas em seguida sejam vencidas por um crítico à colaboração entre os países.
Yoon sofreu um impeachment no mês pretérito, depois de promover uma tentativa de autogolpe ao declarar lei marcial e, com isso, suspender os direitos políticos do país. A confirmação do impeachment depende agora da Incisão Constitucional, órgão supremo da Justiça do país.
A mesma enunciação de lei marcial fez do presidente meta de uma investigação criminal paralela. Yoon é réu de insurreição e ataque de poder, e recebeu uma ordem de prisão ao se recusar a prestar prova sobre o caso.
Polícia e agentes do gabinete anticorrupção tentaram executar a medida na sexta-feira (3), mas desistiram depois de passarem seis horas enfrentando, sem sucesso, a guarda presidencial e os apoiadores do líder em volta da residência solene.
O prazo de cumprimento da ordem expira nesta segunda, às 0h do horário sítio (12h em Brasília). Investigadores prometeram pedir uma extensão dela e, segundo a filial de notícias Yonhap, a polícia avalia prender membros das forças de segurança do presidente se elas continuarem a bloquear a ingresso da residência na próxima vez em que o mandado de prisão for executado.
Ainda nesta segunda, a Procuradoria-Universal sul-coreana indiciou o comandante da Resguardo responsável pelo setor de perceptibilidade por seu papel na tentativa de autogolpe.
Blinken, que se reuniu com o presidente interino da Coreia do Sul, Choi Sang-mok, em Seul, comentou a turbulência política do país asiático durante a sua viagem. Ele disse que, embora Washington tivesse “sérias preocupações” sobre as ações de Yoon, também tinha crédito nas instituições do país e na resiliência da democracia.
“A resposta que vimos, e que esperamos continuar a ver, é uma resposta pacífica e totalmente consistente e de harmonia com a Constituição e o Estado de Recta.”