Candidata populista de Musk na Alemanha ganha palanque planetário – 09/01/2025 – Mundo

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Ela é casada com uma mulher, tem dois filhos, estudou economia e gestão, fez um doutorado, trabalhou no Goldman Sachs, morou seis anos na China e é fluente em mandarim. Anos depois de ceder o conforto da iniciativa privada, surpreendeu antigos colegas de banco com um oração raivoso na TV.

Alice Weidel tinha ido parar na política, mas não em um partido liberal ou tecnocrata, uma vez que seu currículo de executiva, a camisa e o grudar de pérolas poderiam sugerir. Bradava contra o governo e a mídia em cima de um tribuna inusitado, a Escolha para Alemanha, a {sigla} de extrema de direita de maior sucesso no país desde a Segunda Guerra Mundial.

A classificação da legenda não é um talante da prelo, mas uma designação estabelecida por um órgão do governo boche devotado a proteger a Constituição. Segmento de seus líderes é sempre vigiada pela Polícia Federalista; já teve integrantes presos por apologia ao nazismo, crimes de ódio e por elaborar planos de golpe de Estado; há um pedido no Parlamento, de difícil tramitação, que pede a extinção da {sigla}.

“Isso é coisa da esquerda, que domina o oração público na Alemanha”, afirmou a parlamentar, em entrevista para um site conservador americano nesta semana.

Weidel, 45, está em subida nos EUA. Ganhou o maior cabo eleitoral do mundo do momento, Elon Musk. O bilionário, que empreende desde o ano pretérito uma ofensiva contra políticos e governos europeus de núcleo e centro-esquerda, receberá a candidata a premiê em um programa ao vivo nesta quinta-feira (9) em sua rede social, o X.

Musk versão jornalista fez um pouco parecido com Donald Trump, em agosto. Por 45 minutos, o ex-presidente americano insultou Joe Biden, repetiu seu ceticismo sobre a crise climática e afirmou que os EUA estavam prestes a serem invadidos por milhões de imigrantes. Zero disso aconteceu, mas Trump foi eleito com US$ 250 milhões doados pelo bilionário. Musk, inclusive, se tornou integrante do novo governo.

A Alemanha discute agora se o programa com Weidel não pode ser configurado uma vez que propaganda eleitoral. Na semana passada, a publicação de um artigo do empresário no jornal Die Welt, um dos mais importantes do país, já havia suscitado debate parecido. Musk escreveu que “a Alemanha se tornou muito confortável na mediocridade. É hora de mudanças ousadas, e a AfD é o único partido que abre esse caminho”.

Fez ainda uma citação a Adolf Hitler, ao lembrar que Weidel é “casada com uma mulher do Sri Lanka”. “Isso soa uma vez que Hitler para você? Por obséquio.”

A parlamentar vive há 20 anos com uma cineasta, Sarah Bossard, que mora na Suíça. Porém diz que não é lésbica e se posiciona contra o consórcio homossexual, uma das tantas bandeiras conservadoras de sua legenda. A incongruência não é muito explorada na prelo alemã, pois se trata de sua vida pessoal.

Estudiosos do populismo afirmam que não é uma coincidência mulheres estarem adiante de legendas nacionalistas ou de extrema direita na Alemanha, na França e na Itália. Seria uma forma de naturalizar os partidos em troca de dividendos eleitorais.

Ainda que a reparo possa toar sexista, é inegável que Weidel explora a incongruência em seu obséquio. A AfD seria um partido normal por aceitá-la. Ao mesmo tempo, a parlamentar não abdica da silabário clássica dos populistas, com muitas teorias conspiratórias e desinformação. A lista é variada e vai de manifestações de inspiração nazista a bizarrices uma vez que tutorar que o incêndio da Notre-Dame, em Paris, em 2019, foi obra do terrorismo anticristão.

A entrevista ao site americano não fugiu à regra. Ao comentar a situação geopolítica do país, Weidel afirmou que os alemães são “os derrotados” da Segunda Guerra e “escravos” dos EUA. Segundo analistas, a asserção reflete uma teoria antiga, popular em um grupo chamado “amigos do Reich”, que ainda vê a Alemanha uma vez que um território ocupado.

A procura pela soberania perdida também aparece na proposta de deixar a zona do euro e reabilitar o marco boche. A parlamentar defende uma negociação intangível com a União Europeia, que resultaria no “dexit”, a versão germânica do brexit.

Propõe ainda a “reimigração”, deportação em volume de refugiados que não encontra abrigo na legislação alemã. Para ela, tradução equivocada, “uma tentativa de criminalizar a proposta legítimo de repatriar gente que não deveria estar cá”, afirmou ao Financial Times no ano pretérito.

Trinchar impostos, relaxar regras ambientais e virar as políticas de transição energética também estão entre as prioridades. Weidel mira a classe média que se sente excluída de políticas percebidas uma vez que elitistas, principalmente nos estados da antiga Alemanha Oriental, e refuta caminhar para o núcleo do espectro político em procura de votos. Para ela, é o núcleo que irá para direita, uma vez que já estaria ocorrendo com a CDU, a {sigla} conservadora, líder das pesquisas, que a parlamentar acusa de incorporar pautas da AfD.

A receita ainda não a transforma em premiê, mas põe seu partido em segundo lugar nas pesquisas há semanas das eleições parlamentares, antecipadas para 23 de fevereiro posteriormente o termo da coalizão de governo montada por Olaf Scholz. A ver quanto a panfletagem virtual de Musk influenciará o quadro até lá.



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