A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reagiu à fala do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre renomear o Golfo do México para “Golfo da América” e disse nesta quarta-feira que os EUA deveriam ser chamados de “América Mexicana”.
“Obviamente o nome do Golfo do México é reconhecido pelas Nações Unidas. Por que não chamamos [os Estados Unidos] de América Mexicana? Parece bom, não é?”, disse a presidente em sua habitual entrevista coletiva diante de um mapa-múndi do século 17 em que a América do Setentrião aparece com esse nome. “Ele falou sobre o nome, nós também falamos sobre o nome”, acrescentou.
A fala foi uma resposta à provocação de Trump nesta terça-feira (7), que propôs renomear o golfo em uma longa entrevista coletiva que também contou com ameaças contra o Canadá, o Panamá e a Groenlândia. O presidente eleito americano disse ainda que o México “é essencialmente governado por cartéis”.
Sobre essa fala, Sheinbaum rebateu: “Acredito que ontem o presidente Trump, com todo reverência, estava mal informado, por que acho que informaram a ele que quem governava o México era Felipe Calderón e Garcia Luna”, disse. “Mas não é. No México, quem governa é o povo.”
Calderón foi presidente de 2006 a 2012, e seu secretário de Segurança Pública, Genaro Garcia Luna, foi denunciado de ter relações com o Monopólio de Sinaloa e com o traficante Joaquín “El Chapo” Guzmán. Garcia Luna está preso nos EUA, condenado por aceitar subornos de milhões de dólares do cartel.
Apesar da resposta firme, Sheinbaum disse que terá uma boa relação com Trump quando o republicano chegar ao poder.
“Por que digo isso? Por que Trump deve uma boa relação com o presidente López Obrador”, justificou Sheinbaum, se referindo ao seu predecessor e paraninfo político, que governou de 2018 a 2024. O primeiro procuração de Trump durou de 2017 a 2021.
O republicano já ameaçou impor tarifas de 25% ao México se não impedisse a ingressão de imigrantes e de drogas pela fronteira sul dos EUA.
Trump também anunciou que declarará os cartéis mexicanos como terroristas, medida que já considerava em seu procuração anterior, mas da qual recuou a pedido de López Obrador. Uma enunciação porquê essa poderia penetrar caminho para a utilização de força militar americana em território mexicano à revelia do governo na Cidade do México —uma hipótese considerada porquê ameaço à soberania do país latino-americano.