PF não abriu inquérito para investigar soldado israelense – 06/01/2025 – Brasília Hoje

Mundo


A PF (Polícia Federal) ainda não abriu sindicância policial para investigar Yuval Vagdani, soldado israelense que passava as férias no Brasil, e é acusado de praticar crimes de guerra no conflito na Tira de Gaza.

O caso segue sendo tratado uma vez que apuração preparatório, protocolada na sexta-feira (3), na Superintendência da PF no Região Federalista. A decisão da Justiça em Brasília que determinou o início das investigações é de 30 de dezembro.

De combinação com informações colhidas pela reportagem, a PF deve pedir à Justiça reconsideração do pedido de início de sindicância posteriormente julgar que o caso deveria ser analisado de forma mais detalhada antes da instauração.

Procurada, a Superintendência da PF no Região Federalista não quis se manifestar.

Em nota anterior, de domingo (5), a PF disse indagar adoção de medidas pertinentes e ressaltou que não havia ordem de restrição da movimentação do cidadão.

Segundo apurou a Folha, o caso tramitou internamente e estacionou na Corregedoria da Superintendência. Agora, os policiais federais avaliam a pertinência de perfurar o sindicância em meio à repercussão do incidente.

Delegados ouvidos pela reportagem avaliam ainda ser necessário uma movimentação diplomática para inicio efetivo de uma investigação.

Na período preparatório, as informações são avaliadas para identificar um verosímil sinal de violação, mas não há designação de um representante que possa requisitar à Justiça medidas uma vez que buscas ou prisões.

O israelense deixou o Brasil na madrugada de domingo (5) posteriormente a Justiça do Região Federalista mandar a PF perfurar uma investigação contra ele. Ele embarcou em um voo da capital federalista para Salvador, onde foi questionado por policiais.

Em prova de praxe no aeroporto da capital baiana, Vagdani informou onde havia se hospedado e a motivação da viagem e foi dispensado.

A decisão da Justiça em Brasília atendeu o pedido de advogados brasileiros que representam a Instauração Hind Rajab, entidade pró-Palestina, que diz monitorar possíveis autores de crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

“Em seguida satisfazer seu serviço militar uma vez que membro do 432º Batalhão das Brigadas Givati e, de maneira sorridente e debochada, documentar a própria participação no cometimento de crimes de guerra, o noticiado [Vagdani] viajou com amigos e encontra-se neste momento em Morro de São Paulo, conforme registro publicado por ele próprio na rede social Instagram em 25 de dezembro de 2024”, afirmaram na petição os advogados Maira Pinho e Caio Patricio de Almeida

O texto da decisão chegou ao conhecimento dos policiais federais no próprio dia 30 de dezembro, no entanto, o caso avançou para NVC (Notícia de Verificação de Transgressão) só na sexta-feira (3).

O isralense passava férias no Brasil desde de dezembro em Morro de São Paulo, no município baiano de Cairu. A entidade pró-Palestina recebeu informações sobre a presença de Yuval e entrou com uma petição na Justiça Federalista da Bahia.

A vara baiana decidiu enviar para a Justiça do Região Federalista por considerar o lugar mais adequado para a tramitação por envolver não residente no Brasil.

A advogada Maira Pinho, que também assina a petição para início de investigação contra o soldado israelense, disse que recebeu ameaças.

Ela afirmou à Folha que vem sofrendo ataques machistas e intimidações contra a sua filha nas redes sociais.

Em nota, a embaixada de Israel em Brasília disse que a organização estrangeira que fez a “está explorando de forma cínica os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil”.

A representação diplomática disse ainda que Israel exerce seu recta à autodefesa posteriormente os ataques terroristas cometidos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.


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