O Programa Mundial de Vitualhas (PMA), órgão da ONU e vencedor do Nobel da Tranquilidade de 2020, acusou Israel de disparar contra um comboio de ajuda humanitária que se deslocava na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (6), chamando o ocorrido de “um incidente aterrorizante”.
A sucursal disse que três veículos com oito funcionários viajavam da região mediano para o setentrião de Gaza no domingo (5) quando foram atingidos por 16 disparos. O ataque não deixou feridos, mas impediu a operação de entrega de suprimentos, disse o PMA.
O órgão informou ainda que os veículos estavam claramente sinalizados como pertencentes à ONU e tinham recebido autorização prévia de Israel para fazer a viagem.
“O Programa Mundial de Vitualhas condena fortemente o terrível incidente do dia 5 de janeiro”, disse a sucursal em nota. “Esse evento inadmissível é somente o exemplo mais recente do ambiente perigoso e complexo de trabalho no qual o PMA e outras entidades atuam hoje“, afirmou, pedindo que a segurança de órgãos humanitários seja garantida.
As Forças Armadas de Israel disseram investigar o caso, e reiteraram que fazem “todo o verosímil” para facilitar a transferência de ajuda humanitária. Entidades que atuam na região, entretanto, acusam Tel Aviv de obstruir a entrega de suprimentos para os palestinos de Gaza, território claro de campanha militar israelense que já matou mais de 45 milénio pessoas e feriu quase 110 milénio.
Em novembro de 2024, a ONU publicou um relatório dizendo que Israel utiliza a fome como arma de guerra em Gaza. “Ao obstruir ajuda humanitária, realizar ataques direcionados com mortes de civis e trabalhadores de agências internacionais, Israel culpa fome de maneira deliberada, utilizando-a porquê método de guerra a término de executar punição coletiva contra a população palestina“, afirmou o documento na estação.
“O uso de ferramentas de perceptibilidade sintético nos ataques por segmento das Forças Armadas israelenses, incluindo bombardeios pesados, mostra o descaso de Israel com suas obrigações sob a lei internacional de fazer saliência entre civis e militares inimigos”, escreveram os membros do comitê encarregado de investigar práticas israelenses contra palestinos.