Morte de Le Pen ofusca homenagem ao Charlie Hebdo – 07/01/2025 – Mundo

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Uma cerimônia sóbria, com a presença do presidente Emmanuel Macron, homenageou nesta terça-feira (7) as 12 vítimas do atentado terrorista islâmico contra a Redação do semanário satírico francesismo Charlie Hebdo dez anos depois do ocorrido.

As homenagens ao Charlie foram ofuscadas no noticiário, no entanto, pela morte de um dos maiores alvos históricos do jornal, o político de ultradireita Jean-Marie Le Pen, aos 96 anos.

A filha de Le Pen, Marine, que também é de ultradireita, mas afirma ter rompido com as posições mais radicais do pai, lidera as pesquisas para a eleição presidencial de 2027.

Macron e outras autoridades depositaram coroas de flores em frente à antiga Redação do Charlie Hebdo, em uma ruela perto da rossio da Bastilha. Não houve discursos. O presidente conversou com parentes das vítimas.

“Hoje não é necessariamente um dia triste. Que bom que dez anos depois ainda se lembram de todos que morreram”, disse Frédérica, filha do cartunista Wolinski, um dos mortos. Foi a primeira vez que ela voltou ao sítio desde o massacre.

A Redação de Charlie Hebdo mudou-se e hoje funciona em sítio mantido em sigilo, sob possante esquema de segurança. O semanário lançou uma edição peculiar nesta terça, com tiragem de 300 milénio exemplares.

Doze pessoas foram mortas, e 11, gravemente feridas, na redação do Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015. Um dos feridos, Simon Fieschi, teve gravíssimas sequelas e suicidou-se em outubro pretérito. Passou a ser considerado a 13ª vítima.

Também houve homenagens às vítimas de outros dois atentados terroristas em Paris nos dois dias seguintes ao de Charlie Hebdo, em que morreram mais cinco pessoas. Um dos ataques foi em um supermercado de vitualhas kosher (que obedecem à lei judaica).



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