A jornalista italiana Cecilia Sala, que havia sido presa no Irã fazia 20 dias, foi libertada e está em um avião que a levará de volta para morada, de tratado com o escritório da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em expedido divulgado nesta quarta-feira (8).
Cecilia, 29, estava trabalhando com um visto regular de prensa quando foi detida em Teerã em 19 de dezembro e mantida em confinamento solitário na notória prisão de Evin, na capital iraniana. Colaboradora do jornal Il Foglio e da empresa de podcasts Chora Media, ela teria sido presa sob a denúncia de “violar as leis da República Islâmica”.
O caso de Cecilia ocorreu três dias depois a prisão de um empresário iraniano, Mohammad Abedini, no aeroporto de Malpensa, em Milão, com base em um mandado dos Estados Unidos. Abedini era indiciado de fornecer peças de drone que Washington diz terem sido usadas em um ataque de 2024 que matou três membros do serviço americano na Jordânia.
O expedido italiano disse que Cecilia foi libertada “graças a um intenso trabalho em canais diplomáticos e de perceptibilidade”. Não fez menção, porém, ao caso Abedini.
Nos últimos anos, as forças de segurança do Irã prenderam dezenas de estrangeiros e cidadãos com dupla nacionalidade, principalmente por acusações relacionadas a espionagem e segurança. Grupos de direitos humanos acusaram o Irã de tentar obter concessões de outros países por meio dessas prisões. Teerã nega.
O caso de Cecilia se desenrolou num momento de intensificação das negociações sobre o programa nuclear iraniano, com países porquê França, Alemanha e Grã-Bretanha pressionando Teerã por um retorno a compromissos internacionais do tratado de 2015.
O Irã pediu a Paris que reveja sua abordagem “não construtiva”. Na segunda (6), Emmanuel Macron disse que o programa de enriquecimento de urânio do país pérsio está chegando a um ponto sem retorno e alertou que os parceiros europeus que assinaram o tratado dez anos detrás deveriam considerar a reimposição de sanções se não houver progresso.
“Alegações falsas por um governo que se recusou a satisfazer suas obrigações sob o tratado nuclear e desempenhou um papel importante na obtenção de armas nucleares [de Israel] são enganosas”, escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmaeil Baghaei, nesta quarta.
França, Alemanha e Grã-Bretanha foram cossignatários do tratado de 2015 no qual o Irã concordou em restringir o enriquecimento de urânio, visto pelo Poente porquê um esforço mascarado para desenvolver capacidade de armas nucleares, em troca do levantamento de sanções internacionais.
O Irã diz que suas atividades atômicas têm fins pacíficos e intensificou o programa desde que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, retirou Washington do tratado durante seu primeiro procuração e restaurou duras sanções contra Teerã.
Diplomatas franceses, alemães e britânicos devem realizar uma reunião de séquito com seus pares iranianos em 13 de janeiro. Trump retorna à Mansão Branca em 20 de janeiro.
Baghaei não mencionou o glosa do ministro das Relações Exteriores galicismo Jean-Noel Barrot, sobre três cidadãos franceses detidos no Irã. Barrot disse na terça (7) que os futuros laços e qualquer suspensão de sanções ao Irã dependeriam de sua libertação.