EUA: Congresso confirma vitória eleitoral de Trump – 06/01/2025 – Mundo

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Quatro anos posteriormente ser invadido por apoiadores de um derrotado Donald Trump, o Congresso dos Estados Unidos se reuniu desta vez para confirmar a vitória do republicano na eleição à Moradia Branca. A sessão conjunta de Câmara e Senado, nesta segunda-feira (6), chancelou sem incidentes a conquista de 312 dos 538 votos do Colégio Eleitoral por Trump em novembro do ano pretérito.

Coube à vice-presidente Kamala Harris, derrotada no pleito, anunciar o triunfo do competidor. Por ser vice, a democrata acumula o função de presidente do Senado e, por isso, comandou a sessão conjunta no Parlamento para narração e certificação das cédulas eleitorais.

A cerimônia foi célere e marcada pela tranquilidade. Em pouco mais de meia hora, não houve qualquer queixa ao resultado do pleito. Na enunciação que fechou a sessão, Kamala anunciou os delegados obtidos por ela e pelo competidor na corrida eleitoral. “Kamala D. Harris, do estado da Califórnia, recebeu 226 votos”, disse a atual vice, sob aplausos, em exposição protocolar e na terceira pessoa.

Ela obteve número subalterno aos 270 necessários para vencer a disputa. A democrata anunciou a confirmação da eleição do rival sem questionamentos, ao contrário de Trump, que até hoje não reconhece sua roteiro diante de Joe Biden em 2020. Há quatro anos, o republicano instigou seus simpatizantes a ir ao Congresso em 6 de janeiro de 2021, e a tentativa deles de impedir esse mesmo processo de certificação resultou em tumultos com cinco mortes e dezenas de feridos.

Antes da sessão, Kamala publicou vídeo em suas redes sociais dizendo que seu papel na cerimônia representava uma “obrigação sagrada”. “[Obrigação] que eu defenderei guiada pelo paixão ao país, lealdade à nossa Constituição e minha fé inabalável no povo americano”, disse.

A certificação da vitória é similar à diplomação do presidente no Brasil, mas nos EUA esse processo é orientado pelos congressistas e pelo vice-presidente da República. O presidente eleito não participa e não comparece ao evento. Esse rito formaliza o caminho para a posse do republicano, no próximo dia 20.

Na sessão, representantes do Congresso, a poucos metros de Kamala, anunciaram os votos dos delegados de cada estado. Um a um, eles disseram que o processo foi genuíno e sem qualquer irregularidade. Políticos republicanos aplaudiram os anúncios que declarava Trump vencedor, enquanto os democratas fizeram fragor nos anúncios de triunfo da atual vice.

Sob uma forte nevasca que praticamente paralisou Washington e deixou as ruas desertas, a sessão desta segunda ocorreu sem incidentes e sem protestos no entorno do Capitólio, num cenário muito dissemelhante de quatro anos detrás.

O deputado democrata Jamie Raskin, que foi membro do comitê que investigou o 6 de Janeiro, afirma que a sessão desta segunda foi “porquê deveria ser”. “Estou orgulhoso de que os democratas se levantaram em nome da Constituição em vez de espalhar mentiras e violência”, afirmou. Segundo o parlamentar, o papel dos congressistas é somente receber os votos e contá-los.

Já a republicana Marjorie Taylor Greene disse que a certificação deste ano transcorreu de modo tranquilo porque não houve fraude eleitoral —o que ela insiste ter ocorrido em 2020, sem provas.

Em sua rede social, Trump fez provocações. Disse que certificação de sua vitória é “um grande momento na história” e acusou Biden de fazer “tudo para tornar a transição o mais difícil provável”. Citou ainda o que seria uma frase de Elon Musk, o bilionário que será membro do cimeira escalão do governo, segundo a qual “a cultura estaria perdida” se Trump não tivesse vencido a eleição.

Biden e Kamala já haviam aceitado o resultado eleitoral e incentivado os correligionários a fazerem o mesmo. Por isso, a expectativa era mesmo de uma cerimônia tranquila. Ainda assim, Washington reforçou a segurança e aprimorou a infraestrutura do Capitólio para leste 6 de janeiro.

Pela primeira vez, a certificação foi classificada de um Evento Pátrio de Segurança Peculiar. Isso permitiu ao Serviço Secreto dos EUA coordenar os esforços pela proteção do Congresso e a emprego de recursos locais e federais. Essa classificação é concedida a cerimônias de grande porte, porquê a posse presidencial em si e as convenções dos partidos Democrata e Republicano.

A medida atendeu a um pedido da prefeita de Washington, a democrata Muriel Bowser, e de integrantes do comitê de parlamentares que investigaram o 6 de Janeiro.

Cercas também ficaram levantadas ao volta do Capitólio nesta segunda, e a ingressão no prédio foi limitada a pessoas autorizadas e credenciadas —sem entrada crédulo ao público.

Em seguida os distúrbios de 2021, muro de 1.500 pessoas foram acusadas por crimes ligados à tentativa de volver o resultado eleitoral.

Trump também foi investigado e acusado de insuflar a invasão e impedir a certificação do democrata. No dia da invasão, o republicano sabia que ocorria um ato de apoiadores na capital americana e os insuflou a ir ao Congresso. “Nós vamos marchar até o Capitólio. E nós vamos aplaudir nossos corajosos senadores, deputados e deputadas”, afirmou o republicano. “Eu sei que todos cá vão em breve marchar para o Capitólio para que suas vozes sejam ouvidas de uma maneira pacífica e patriótica.”

Na ocasião, ele também incentivou o vice-presidente Mike Pence a contrariar o resultado eleitoral durante a sessão. Isso levou o Congresso a atualizar a lei da Certificação Eleitoral em 2022 para certificar que o papel do vice-presidente na cerimônia é protocolar e reduzir as possibilidades de questionamento ao pleito.

Apesar da querela, Trump conseguiu se livrar do processo pelo 6 de Janeiro temporariamente graças à isenção presidencial. O republicano também prometeu perdoar muitos dos acusados pela invasão do Congresso. Ele já se referiu a essas pessoas porquê heróis e ao 6 de Janeiro porquê um “dia de paixão”.

Embora tenha aceitado a roteiro de sua vice, o presidente Joe Biden pediu que os americanos não se esqueçam da invasão do Capitólio, em um cláusula que publicou no jornal Washington Post na noite de domingo (5).

“Devemos lembrar da sabedoria do ditado de que qualquer país que esquece seu pretérito está condenada a repeti-lo”, escreveu Biden no Washington Post.

“Tem havido uma incessante tentativa de reescrever —e até mesmo de extinguir— a história daquele dia. De expor que não vimos o que vimos com nossos próprios olhos. Com o tempo, haverá americanos que não testemunharam o motim de 6 de Janeiro, mas que aprenderão sobre ele a partir de imagens e depoimentos daquele dia”, prosseguiu. “Não podemos permitir que a verdade se perda.”



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