Brasil anuncia ingresso formal da Indonésia no Brics – 06/01/2025 – Mundo

Mundo


O governo brasílico anunciou nesta segunda-feira (6) o ingresso da Indonésia uma vez que membro pleno do Brics, grupo de países em desenvolvimento. Em nota, o Itamaraty afirma que o país asiático, o quarto mais populoso do mundo, já havia recebido aval dos outros membros do conjunto, em 2023, na cúpula do Brics em Joanesburgo.

Na ocasião, no entanto, segundo o ministério brasílico, Jacarta preferiu não formalizar a ingresso no conjunto em razão de eleições presidenciais previstas para 2024 —o vencedor foi Prabowo Subianto, portanto ministro da Resguardo do popular presidente Joko Widodo. Em 2023, o país também era presidente rotativo da Asean, federação de nações do Sudeste Asiático.

“Detentora da maior população e da maior economia do Sudeste Asiático, a Indonésia partilha com os demais membros do grupo o base à reforma das instituições de governança global e contribui positivamente para o aprofundamento da cooperação do Sul Global, temas prioritários para a presidência brasileira do Brics”, diz o Itamaraty.

Porquê presidente do grupo neste ano, o Brasil recebe a cúpula de líderes do Brics. Em seguida Joanesburgo, em 2023, a reunião de 2024 foi em Kazan, na Rússia —o presidente Lula não compareceu por recomendação médica, em seguida acidente doméstico em que bateu a cabeça.

O evento é um dos mais relevantes para a diplomacia brasileira em 2025, que tem a COP30, a conferência do clima da ONU, no palco principal, em novembro.

Ainda não há data definida para a cúpula, mas ela deve reunir os líderes dos países-membros, com exceção de Vladimir Putin. O líder russo tem evitado comparecer a eventos fora de seu país, em razão do constrangimento diplomático causado por mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele.

Em tese, países signatários da golpe precisam executar suas decisões. O Brasil é um deles, assim uma vez que a África do Sul. Putin não foi à cúpula em Joanesburgo e não compareceu à reunião do G20, no Rio de Janeiro, no ano pretérito. Ele foi representado pelo veterano chanceler Serguei Lavrov nas duas ocasiões.

Mesmo sem o russo, a cúpula é tanto uma oportunidade quanto uma manadeira de atritos para a diplomacia brasileira.

Com agenda voltada ao chamado Sul Global, termo pouco consistente que tenta aglutinar países muito diversos em oposição ao Poente, o Brasil tem uma vez que prioridades fazer do fórum espaço para seu pleito de reforma da ONU e de instituições financeiras globais, além de aprofundar discussões sobre o uso de moedas dos países do conjunto em transações comerciais, em vez do dólar.

Por outro lado, a reação ao conjunto e a seu prolongamento já vem ocorrendo e promete se intensificar neste ano. Donald Trump, que reassume as rédeas dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro, ameaçou impor tarifas de 100% a produtos de países do Brics, caso o grupo insista em alternativas ao dólar.

Brasil, Rússia, Índia e China são membros fundadores do conjunto, que teve soma da África do Sul em 2011. Desde portanto, unicamente na cúpula de 2023, em Joanesburgo, novos membros foram convidados: Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Irã e Etiópia. Buenos Aires recusou, e Riad ainda não respondeu formalmente ao invitação, embora acompanhe reuniões do grupo.

O ingresso de novos membros é feito após aval consensuado entre os integrantes. O formato é o motivo pelo qual o veto brasílico à Venezuela, tal qual invitação seria feito durante a cúpula de Kazan, no ano pretérito, impediu a ingresso de Caracas no grupo.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *