Distâncias impõem desafio a Jogos de Inverno da Itália – 05/01/2025 – Esporte

Esporte


Patinação artística e hóquei no gelo em Milão, capital da voga. Esqui no charmoso resort de Cortinado d’Ampezzo. Cerimônia de rombo no estádio San Siro, lar de Milan e Inter de Milão, e fecho em Verona, cidade de Romeu e Julieta.

Aliando cultura, história e formosura, a Itália será a sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno que começarão em 6 de fevereiro e 6 de março de 2026, respectivamente. Glamour à secção, a edição indica um novo caminho para o maior evento multiesportivo do planeta, com 3.500 atletas de 90 países.

“Precisamos de uma abordagem realista. Serão Jogos diferentes do que vocês viram no pretérito”, disse Andrea Varnier, diretor-executivo do Comitê Organizador de Milano Cortinado 2026.

“As viagens serão longas e complicadas”, afirmou. “Não significa sediar de forma empobrecida ou sóbrio, mas sim um esforço para fazermos Jogos modernos que respeitem princípios essenciais em qualquer debate público.”

O padrão é secção da “Agenda 2020” do COI (Comitê Olímpico Internacional), com recomendações a anfitriões dos Jogos, entre elas o incentivo a erigir menos. Em Paris-2024, 95% das instalações esportivas eram previamente existentes ou temporárias.

Se os Jogos de Inverno de 2014, em Sochi, foram realizados em duas áreas com intervalo de 30 minutos e a construção de 11 arenas, os de 2026 serão os mais espalhados da história, ao longo de 22 milénio quilômetros quadrados no setentrião da Itália. Dos 14 locais de competição, 12 já existem ou serão temporários.

Milão receberá a rombo e esportes “indoor”; os de neve serão em três regiões nas montanhas, incluindo Cortinado d’Ampezzo. O fecho olímpico e a rombo paralímpica ocorrerão em um anfiteatro construído há quase 2.000 anos, em Verona.

“Não é que temos Jogos espalhados porque queremos dificultar a vida de todos, nem a nossa”, disse Varnier à Folha.

“A novidade abordagem é harmonizar os Jogos ao que já temos, em vez de o contrário. Identificamos instalações existentes, paixão e experiência sobre aquele esporte. Em Milão, são os esportes de gelo. Nas montanhas, fomos aonde estava a melhor pista de esqui alpino, o melhor lugar para biatlo do mundo, onde pistas já existiam. Estamos tornando-as melhores, mas não é necessário erigir tudo do zero.”

Os Jogos ganham em sustentabilidade e trazem um duelo logístico. A reportagem esteve em uma visitante promovida pelo Comitê Organizador a instalações esportivas. As quatro regiões de competição do país têm, em média, 300 km de intervalo entre elas. Ir de trem de Milão a Cortinado, por exemplo, leva murado de cinco horas. Deslocamentos entre vilarejos são em estradas estreitas nas montanhas. Durante os Jogos, o chegada a carros será restringido.

Segundo o Comitê Organizador, o dispêndio totalidade dos Jogos é de € 5,1 bilhões (R$ 32,8 bilhões, na cotação atual) sendo € 3,5 bilhões (R$ 22,5 bilhões) em verba pública majoritariamente para infraestrutura, uma vez que estradas e trens, e € 1,6 bilhão (R$ 10,3 bilhões) em investimentos privados.

A reconstrução de um idoso meio de bobsled, skeleton e luge em Cortinado d’Ampezzo ao dispêndio de € 118 milhões (R$ 759 milhões) gerou controvérsia. Organizadores cogitaram usar uma pista existente em um país vizinho, mas recuaram. À quadra, a federação internacional de bobsled e skeleton e o COI demonstraram preocupação com valores, prazos da obra e segurança dos atletas.

Nicola Pech, vice-presidente da ONG Mountain Wilderness Itália, questiona o impacto ambiental do evento.

“O frágil estabilidade do ecossistema dos Alpes ficará ainda mais comprometido com novas instalações esportivas, neve sintético. Um anacronismo na era do aquecimento global”, disse Pech à Folha. “É insustentável para a região dos Alpes, que não consegue sustentar mais concreto, estradas, estações de esqui.”

“Examinamos todas as opções”, explicou Varnier. “Ir para um lugar existente fora do país, estando sediando os Jogos, gera uma série de complicações que vão além das distâncias que temos cá. E os custos são muito altos no final. E faz mais sentido ter os atletas lá [em Cortina], proporcionando uma experiência melhor para eles.”

Em dezembro, organizadores anunciaram a marca de 70 milénio inscritos para o programa de voluntários. Nascente mês, a Itália deve ser confirmada uma vez que sede dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de 2028. Em 2026, em troca dessa novidade abordagem olímpica, prometem esporte de sobranceiro nível, belos cenários, tradição culinária e história. Alguma coisa que os italianos entendem uma vez que ninguém.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *