Cuca quer reconquistar carinho no Atlético-MG – 01/01/2025 – Esporte

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Anunciado para suceder o prateado Gabriel Milito, deposto depois os vice-campeonatos da Copa do Brasil e Copa Libertadores, o técnico Cuca, 61, terá em sua quarta passagem pelo Atlético Mineiro desafios que vão além do campo: reconstruir a própria imagem e superar desconfianças.

“Esse invitação do Atlético mexeu comigo. Enxerguei nele a chance de assumir um trabalho logo no início, no lugar que mais conheço, com o que mais me identifiquei e onde alcancei minha maior longevidade. Tem tudo para dar perceptível”, disse à Folha.

O paranaense é indicado por segmento da torcida porquê o maior treinador da história centenária do clube pela conquista de cinco títulos —dois estaduais, um Brasílio, uma Despensa do Brasil e uma Libertadores—, mas nem tudo são flores na relação.

Uma porção considerável dos atleticanos e das atleticanas não gostaria de ver em seu time um profissional que foi julgado e condenado por estupro —ainda que a sentença, quase quatro décadas depois, tenha sido anulada, há um ano. E pesa contra o técnico um histórico de, por motivos alheios ao desempenho, pedir para deixar o comando de suas equipes.

Em 2021, depois ter levantado três taças, uma delas a do Brasílio, que não vinha havia 50 anos, Cuca saiu do Atlético apontando problemas familiares. Voltou no ano seguinte, depois sete meses, mas nem de longe a relação parecia ser a mesma.

Saiu em novembro de 2022, depois a sétima colocação no Brasílio, garantindo vaga na pré-Libertadores em um desligamento em “generalidade conciliação”.

O vínculo firmado agora até o término de 2026 resume um libido pessoal de sossegar no lugar que aprendeu a invocar de lar.

“Eu pedi [um contrato maior], e a diretoria também entendeu que era um bom caminho. No futebol, ninguém sabe, mas a minha teoria é permanecer por muito tempo no Galo, porque é a minha vivenda. E, quando ficamos um tempinho parados, vem um libido enorme de trabalhar de novo. Nunca pensei em aposentadoria, estou referto de rafa”, afirmou.

Cuca deixou o Athletico Paranaense em junho — de novo, irritando um clube por pedir para trespassar. De lá para cá, disse que conversou com diversos times, mas não se sentiu atraído a assumir nenhum deles.

“Estive presente em muitos jogos, fiz muitas viagens, conheci muitos países neste período. Vi treinos e jogos na Europa, não preciso especificar onde. Foi de forma discreta, mas busquei me modernizar para essa volta”, disse.

Será seu segundo trabalho desde uma conturbada e brevíssima passagem de dois jogos pelo Corinthians, em abril de 2023, quando voltou à tona o caso de estupro coletivo de uma garota de 13 anos em 1987, em Berna, na Suíça.

O legisperito da vítima na ocasião disse que ela reconheceu Cuca porquê um dos agressores, e a situação no clube paulista se tornou insustentável. Logo depois a saída, a Justiça da Suíça exibiu ao site ge documento do processo que apontava sêmen do paranaense, portanto jogador do Grêmio, no corpo da moça.

Em 22 de novembro de 2023, a juíza Bettina Bochsler acatou a argumentação da resguardo de Cuca de que o treinador foi sentenciado sem a devida representação permitido. Porquê já havia ocorrido a receita penal, ela concluiu que não havia urgência de novo julgamento e determinou a anulação da pena e a extinção do processo.

Em seus primeiros dias de Athletico Paranaense, o treinador leu um texto dizendo que “o mundo é um lugar muito dissemelhante para homens e mulheres”. “Quero e me comprometo a fazer segmento da transformação”, afirmou na ocasião. “O que vocês vão ver de mim daqui para frente não serão palavras, serão atitudes. Podem me cobrar.”

De conciliação com Cuca, ele tem cumprido o compromisso.

“Tenho feito o que prometi daquela vez, só que não tenho falado. Paguei curso de arbitragem para 15 alunas que se formaram agora no término do ano. Fiz uma reunião com os três times femininos de Curitiba e todas as bases, dentro do CT do Athletico-PR. Tivemos palestras com pessoas capacitadas falando sobre violência, pondo as meninas para falar. Fiz doações para jogadoras que precisavam de materiais e outras coisas dentro do meu próprio instituto. Quero continuar melhorando porquê ser humano”, disse.

“Daquele momento em diante pus na cabeça que faria coisas positivas, que principalmente recuperariam o carinho de pessoas, que tinha e que não tenho mais.”



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